quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Aecio
sábado, 16 de outubro de 2010
Marina
sábado, 18 de setembro de 2010
sábado, 5 de junho de 2010
Fichas limpas, campanhas sujas
Do Estadão
A articulação para montar uma central de dossiês a serviço da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República contou com a participação de arapongas ligados aos serviços secretos oficiais. Um deles é o sargento da reserva Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, recém-saído do Cisa, o serviço secreto da Aeronáutica.
Conhecido personagem de apurações sigilosas em Brasília, o sargento esteve, por exemplo, ao lado do delegado Protógenes Queiroz nas investigações que deram origem à Operação Satiagraha, que levou o banqueiro Daniel Dantas à prisão.
A participação de Idalberto de Araújo remonta às origens do plano de inteligência petista. Em abril, após ter sido procurado por emissários da campanha, o sargento disse que aceitaria o serviço, mas necessitaria de apoio. Deixou claro que, para executar a missão proposta pela campanha, seria preciso chamar mais gente.
O sargento, então, indicou um amigo de longa data, o delegado aposentado da Polícia Federal Onésimo de Souza, dono de uma pequena empresa de segurança instalada num conhecido centro comercial de Brasília. As conversas avançaram.
Outros agentes, dentre eles um araponga aposentado do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) e um militar que já serviu à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), chegaram a ser contatados para integrar a equipe. O passo seguinte foi chegar a um valor para o serviço.
(…)
A proposta para contratação dos serviços do araponga e do delegado foi levada, então, para o núcleo central do comitê de Dilma. O assunto chegou a ser discutido com o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, coordenador da campanha. Num primeiro momento, Pimentel avaliou que o preço estava alto demais. Disse que topava pagar, no máximo, R$ 60 mil.
O grupo já estava discutindo estratégias de trabalho - um dos planos era infiltrar um agente no núcleo de inteligência da campanha de José Serra - quando começaram a vazar para a imprensa informações acerca de supostos dossiês produzidos pelo bureau montado por Lanzetta na fortaleza petista do Lago Sul.
(…)
Nos bastidores, Pimentel, alçado ao comando da campanha por conta de sua velha amizade com Dilma, acusa Palocci e o deputado paulista Rui Falcão, coordenador de comunicação do comitê, de tramarem para derrubá-lo. Aliados de Pimentel afirmam que foi Falcão quem deixou vazar informações sobre o dossiê, para enfraquecer o ex-prefeito na cúpula da campanha.
terça-feira, 18 de maio de 2010
O PSDB falhou
Do Jornal do Futuro, a Folha.
CNT/Sensus indica empate técnico entre Serra e Dilma; petista aparece na frente
GABRIELA GUERREIRO
da Sucursal de Brasília
Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira mostra empate técnico entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), com uma leve vantagem da petista sobre o tucano.
A petista recebeu 35,7% das intenções de voto, enquanto o tucano ficou com 33,2%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Marina Silva (PV) aparece em terceiro lugar, com 7,3% dos votos, enquanto pré-candidatos como José Maria Eymael (PSDC) e Américo de Souza (PSL) ficaram, respectivamente, com 1,1% e 1%. Outros pré-candidatos mencionados na pesquisa não registraram 1% dos votos.
| Folha Imagem |
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| CNT/Sensus indica empate técnico entre Serra e Dilma; Marina aparece em 3º lugar |
Em uma segunda lista, apenas com os três presidenciáveis mais bem classificados nas pesquisas, Serra recebeu 37,8% das intenções de votos, enquanto Dilma obteve 37%.
Marina Silva recebeu 8% dos votos válidos. Os indecisos, brancos e nulos somam 17,3% nessa segunda lista. Em janeiro, edição anterior da CNT/Sensus, Serra tinha 40,7% dos votos, Dilma 28,5% e Marina 9,5%.
Espontânea
Pela primeira vez, Dilma aparece na frente de Serra na pesquisa espontânea --na qual não é apresentada a lista de candidatos aos eleitores.
A petista recebeu 19,8% das intenções de votos na espontânea, contra 14,4% do tucano.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não é candidato, aparece em terceiro lugar na espontânea, com 9,7%. Marina Silva fica em quarto lugar, com 2,7% dos votos, enquanto o deputado Ciro Gomes (PSB) aparece em quinto lugar com 0,3% das intenções de voto --embora já tenha descartado a sua candidatura à Presidência.
Segundo turno
Num eventual segundo turno entre Serra e Dilma, a petista venceria com 41,8%, contra 40,5% para o tucano. Os brancos, nulos e indecisos somariam 17,8%.
Já num segundo turno entre Dilma e Marina, a petista teria 51,7%, contra 21,3% para a senadora do PV. Os brancos, nulos e indecisos somariam 27,2%.
Se a disputa ficasse entre Serra e Marina, o tucano teria 50,3%, contra 24,3% para a parlamentar. Os brancos, nulos e indecisos somariam 25,5%.
A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 10 e 14 de maio, em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2.000 pessoas. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 11.548/2010.
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A Vox Populi e a CNT apontam Serra no segundo lugar. Não surpreende. A campanha de Dilma, mesmo desordenada, teve muito mais objetividade que a letárgica trajetória do tucano José Serra. Nem se trata de um apelo à alternância de poder, mas está realmente "complicado" o que o país atravessa.

